Conheça a seguir os recursos que compõem o volume do 4º ano do ensino fundamental e nossas sugestões de uso em sala de aula.
O tabuleiro traz uma cidade fictícia representada na visão superior vertical, sendo, portanto, um mapa. No entanto, diferentemente do tabuleiro do 3º ano, aqui os pontos de interesse estão representados por um ícone, que corresponde à visão lateral. Isso está ligado à demanda da BNCC quanto ao letramento cartográfico: usar o ponto, um dos elementos do alfabeto cartográfico, para representar lugares de forma pictórica. Ainda que a coleção seja voltada para a educação para o trânsito, entendemos que as representações cartográficas devem conter os desafios esperados para a faixa etária, de maneira a contribuir no letramento.
As ruas do tabuleiro formam quadras menos regulares do que no material do 3º ano; as vias também estão mais complexas, pois têm larguras distintas e podem ou não contar com uma ciclovia (linha vermelha).

tabuleiro do jogo
Após todos descobrirem para onde estão indo, o passo seguinte sugerido no jogo é sinalizar o trajeto. O tabuleiro não traz sinais de trânsito, apenas a indicação da ciclovia e a avenida com um canteiro central. O livro de apoio traz sinais que podem ser recortados e colocados sobre o tabuleiro com auxílio dos suportes plásticos; os alunos também podem ser instados a desenhar outros sinais. O objetivo é sinalizar os trajetos de maneira a garantir um deslocamento com segurança.

sinais de trânsito disponíveis no livro de apoio
Orientações didáticas
A leitura do mapa pede que os alunos identifiquem os pontos de interesse indicados na descrição dos trajetos, mas está especialmente conectada com o uso das direções “direita” e “esquerda”, assim é conveniente instruir os alunos a girar o tabuleiro à medida que deslocam seus pinos sobre ele, de maneira que, ao receberem uma instrução como “virar à direita”, o corpo dos alunos esteja voltado para essa rua transversal e possam, a partir do próprio corpo, decidirem que direção é a direita. Quando mantém o tabuleiro fixo sobre a mesa, muitas crianças se confundem quanto a direita e esquerda porque estão com seu corpo em posição oposta ao pino no tabuleiro.
Se, ainda assim, muitos se perderem, sugerimos que os alunos sejam levados ao pátio e que, com a ajuda de giz escolar, o mapa do tabuleiro seja desenhado no chão, de maneira que eles possam realizar os trajetos descritos com seu próprio corpo. O mapa desenhado no chão não precisa estar em escala, basta apenas que reproduza as ruas – uma sugestão é propor que os alunos desenhem cada quadra, uma a uma, usando retângulos proporcionais ao do tabuleiro. Em vez de colocar a atenção nas ruas, que são longas e cheias de cruzamentos, eles colocam a atenção em cada quadra.
O jogo conta com peças extras (bonequinhos roxos) como um convite para que os alunos criem uma nova regra para o jogo, ampliando a aprendizagem. O formato das peças já induz a sua inserção no jogo como representação de pedestres, mas há muitas outras possibilidade de uso, como servirem de prêmio para alguma ação no jogo.
Todos os trajetos estão sinalizados no final do livro de apoio, de forma que os alunos possam consultar para confirmar se realizaram o trajeto corretamente.
As figurinhas do álbum trazem ilustrações sobre as fotografias de uma cidade. Elas apresentam diferentes meios de transporte, incluindo o transporte ativo (bicicleta, skate, patins etc.), e contam com ilustrações de diversas situações no trânsito que precisam de nossa atenção. Em relação ao volume do 3º ano, tem-se situações mais desafiadoras e também uma atividade em que as ilustrações mostram erros e, ao colar a figurinha sobre ela, pode-se observar a mesma situação já com o erro corrigido. Isso possibilita avaliar se os alunos estão efetivamente se apropriando das regras de trânsito; assim, sugerimos que essa atividade (páginas 30 e 31) possa servir como uma avaliação.
As perguntas e os desafios nas páginas têm a função de provocar reflexões. Ao final do livro de apoio, os alunos encontram as respostas esperadas.
Orientações didáticas
Pode ser interessante propor que todos os alunos recortem suas figurinhas, reúnam todas as figurinhas da turma e as embaralhem. Em seguida, confeccionam saquinhos e colocam três figurinhas em cada um. Sugerimos a seguir um modelo fácil de saquinho para as figurinhas.

Com as figurinhas organizadas, os alunos devem criar brincadeiras cujos participantes ganham os saquinhos e podem ir preenchendo o álbum. Pode ser interessante que as brincadeiras simulem situações do trânsito e desafiem os colegas a acionar algum regra para resolver problemas.
As repetições e ausências de figurinhas podem ser negociadas entre os alunos, assim como conquistadas no jogo do bafo, por exemplo.
O tabuleiro e as peças incluídas no volume possibilitam a criação de outras dinâmicas de jogos, assim, sugerimos a organização de uma oficina de criação de jogos sobre a circulação no trânsito.
Os alunos, organizados em trios ou quartetos, são desafiados a criar um jogo diferente utilizando os componentes do volume e/ou criando novos componentes. Pode ser interessante desafiá-los a criar um manual de instruções, mobilizando os elementos desse gênero textual – caso seja possível, incentive-os a utilizar textos não verbais, como desenhos e fotografias, na comunicação das regras do jogo.
Se esse tema instigar os alunos, sugerimos os modelos oferecidos pelo designer de jogos Marcelo La Carretta, que tem livros muito acessíveis que ensinam a elaborar jogos e oferece modelos prontos de componentes para fomentar a criação.

Para acessar os modelos prontos, clique aqui.